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Conheça nossa História, a Providência e a Missão das Irmãs de GAP

A História do Colégio Padre Moye

  • Em 1940, D. José Gaspar, Arcebispo de São Paulo, em visita ao Asilo São Vicente de Paula, conheceu as Irmãs da Providência de Gap, que trabalhavam no local.
  • Dom José, interessado pelo trabalho das Irmãs, solicitou à Irmã Superiora da casa que pensasse sobre a possibilidade de um grupo de freiras trabalharem numa nova paróquia em São Paulo.
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  • As superioras, Madre Maria Rosa de Lima e Irmã Dolores começaram a tomar as providências para a construção de uma escola no Bairro do Limão.
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  • A obra teve início no segundo semestre de 1941. Na mesma época, chegaram em São Paulo as Irmãs Germana e Auxiliadora que vieram trabalhar na paróquia. Elas alugaram uma casa na rua São João Serrano, onde iniciaram as matrículas das crianças, enquanto acompanhavam a construção da nova escola.
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  • Em 3 e 4 de Fevereiro de 1942, chegaram as Irmãs Clara e Emerenciana, e em maio, Irmã Laura.
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  • As aulas na Escola Padre Moye começaram em março de 1942, com a benção do pároco Monsenhor Vitorino.
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  • Nos anos sessenta, o Padre Aléxis Jean Maleplate trouxe a sua contribuição para o Colégio.
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  • A data oficial da fundação do colégio é 4 de Maio de 1942, dia da celebração da primeira missa no local e também aniversário da morte de seu patrono, o beato João Martinho Moye, fundador da Congregação da Providência de Gap, originária da França.

A providência de GAP

  • Nossa história começou com a “intuição” de João Martinho Moye, um jovem francês, sacerdote Diocesano. Ele, pregando as missões nos arredores da cidade de Metz, ficou impressionado com o abandono em que viviam as meninas das aldeias. Faltava alguém que lhes ensinasse a ler, a escrever e, sobretudo, quem lhes desse certa formação religiosa.
    João Martinho quando viu esta situação se sentiu profundamente interpelado. Começou a perguntar a si mesmo o que poderia fazer para ir ao encontro destas crianças abandonadas. Ele carregava dentro de si a experiência de um Deus que é Providência, que cuida de tudo e de todos (as), “até mesmo dos lírios dos campos que hoje crescem a amanhã desaparecem” (Cf Mt 6,25ss).
    João Martinho foi elaborando, rezando, discernindo um projeto: “enviar moças, como Jesus enviou os seus apóstolos e apóstolas, capazes de irem sozinhas nestas comunidades rurais onde não houvesse escolas”…. Ele conseguiu comunicar este seu desejo para algumas jovens. Elas também se sentiram interpeladas, desejosas de dar uma resposta concreta diante de tal situação. Margarida Lecomte e mais três outras companheiras foram as primeiras jovens enviadas em missão junto destes povoados da Região da Lorena, na França. Partiram sozinhas, sem muito preparo, confiando na Providência, numa época em que o próprio valor da mulher na França não era reconhecido.
    Estas quatro jovens iniciaram um jeito novo de viver junto destas comunidades rurais, na simplicidade, na partilha, na presença junto das famílias e, sobretudo, na educação das meninas que eram menos favorecidas. É interessante ressaltar que à medida que foram vivendo junto do povo, o próprio povo foi quem lhes deu o nome: “Irmãs da Providência”.
    Certamente muitas pessoas conheciam esta situação de abandono em que viviam as meninas da região da Lorena, na França. Para João Martinho e para estas primeiras jovens, o jeito de olhar, de conhecer a situação, se tornou interpelação, se tornou compaixão, se fez projeto, se fez envio em missão. Naquela pequena região da Lorena, a Providência de Deus se manifestou na presença atuante de Margarida Lecomte e suas três companheiras. Elas foram capazes de “providenciar” para aquelas meninas abandonadas o que lhes faltava, ajudando-as para que tivessem mais vida.
    O início da nossa história está lá no século XVIII. Outras jovens foram se juntando à Margarida Lecomte e a semente da Providência foi se espalhando. Hoje ela se faz presente em quatro Continentes.
    Como no passado, a Providência do Pai se manifesta ao mundo de hoje através dos nossos gestos, atitudes, enfim nossa maneira de viver, de agir no meio onde estamos. Somos sinal da Providência de Deus na medida em que somos “a boca, os ouvidos, o coração, os braços, os pés” de Deus onde estamos.
    A Providência de Deus passa através de nós. Ela precisa de colaboradores e colaboradoras. Ela se manifesta através dos nossos gestos e de nossas atitudes de gratuidade, de compaixão, de solidariedade, partilha, capazes de gerar VIDA e revelar que Deus quer Providenciar sempre a Vida para todos e para todas.
    Fazemos este caminho tendo a certeza de que Deus não nos abandona. João Martinho insiste nesta confiança na Providência: “Façamos tudo o que depende de nós e Deus tomará conta daquilo que nos diz respeito”.
    Já celebramos 250 anos de Fundação e a Providência, através da história nos levou a diversos países e Continentes, em sete grupos específicos, mas que vivem o mesmo Carisma e a mesma Espiritualidade, pois temos a raiz no mesmo fundador: Beato João Martinho Moye. Assim formamos a grande “Família Providência”. São as Congregações Religiosas: Portieux, São João de Bassel, Champion, Gap, Rebeauvillé, Santo Antônio do Texas e Missionárias Catequistas da Divina Providência (Texas).
    Contamos com um número grande de Leigos/as Providência espalhados no mundo: crianças, adolescentes, jovens e adultos que buscam viver o mesmo espírito de Abandono à Providência, Simplicidade, Caridade e Pobreza dentro de sua vocação específica, sejam de solteiros ou casados.
    Outro grupo está crescendo: os Sacerdotes e Diáconos Providência. Já os temos com um grupo de Sacerdotes e Diáconos Diocesanos, no Brasil e um grupo específico que se forma no Equador, já com o mesmo espírito de Vida Consagrada, vivência em Comunidade e partilha da missão.
    A Providência vai se manifestando ao longo da história, o que precisamos é abrir nossos corações às inspirações do Espírito que sopra como e onde quer.

Missão das Irmãs de GAP

  • João Martinho Moye nos legou seu amor à educação e instrução das crianças e jovens e ao cuidado dos mais abandonados. Através de nossa vivência e ação procuramos ser sinal da Providência – Dom de Deus para o povo, num espírito de simplicidade, de pobreza, de caridade e de abandono total à Providência. As Irmãs se engajam em atividades e obras diversificadas, de preferência nos meios pobres e abandonados. Essas atividades se ligam sempre à educação e saúde:
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  • Creches
  • Casa de Idosos
  • Colégio – Educação Infantil, Curso Fundamental I  e II Médio
  • Faculdade de Enfermagem
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  • Atuação em escolas estaduais, particulares e universidades, atividades de educação alternativa: alfabetização de adultos, reforço escolar, literatura, artes, música, Braille, trabalhos manuais, etc.
  • Psicologia Clínica, Social e Escolar.
  • Trabalho em hospitais, atendimento ambulatorial, programa de saúde da família.
  • Atuação em Centros Comunitários para crianças, jovens, adultos e Terceira Idade.
  • Apoio e participação em diversos grupos de promoção social.
  • Colaboração nas diversas pastorais: Catequese, Pastoral da Criança, Pastoral da Saúde, Juventude, Migrantes, Círculos Bíblicos, Pastoral Carcerária, Pastoral da Sobriedade, Pastoral dos Migrantes, etc.
  • Formação de Lideranças e dos Leigos/as da Família Providência.
  • Assessorias em cursos e retiros de Espiritualidade para Religiosos e Leigos.
  • Trabalho junto aos indígenas e comunidades ribeirinhas.
  • Estamos em diversos países: França, Espanha, Benin, Índia, México, Haiti, Brasil e em quatro Continentes, como “Família Providência”: Europa, América, África e Ásia.
  • Colégio Padre Moye
    Av. Deputado Emilio Carlos 318 – Limão
    (11) 3855-5130